MVV consegue financiamento de 140 milhões de dólares para o Projeto Serrote

By 8 de fevereiro de 2021Releases

A empresa é a 1ª mineradora de metais básicos de AL e produzirá 20 mil ton. de concentrado de cobre por ano

O Projeto Serrote, situado entre as cidades de Arapiraca e Craíbas, já está com cerca de 95% de suas obras de implantação concluídas, tendo realizado no final deste mês de janeiro, de forma exitosa, o basculamento do primeiro minério no britador.

Isso inaugura um novo momento na Mineração Vale Verde (MVV): o comissionamento com carga, dando início aos testes eletromecânicos. Desse modo, o início da operação do Projeto ocorrerá ainda em meados deste ano, dentro do prazo, da qualidade e do custo.

Agora, a Appian Brazil, escritório nacional do fundo de investimentos britânico Appian Capital Advisory LLP, está com uma boa novidade — o grupo conseguiu financiamento de US$ 140 milhões para dar andamento ao Projeto Serrote, que realizará o beneficiamento de concentrado de cobre.

Até o momento, foram investidos mais de R$ 700 milhões na construção do Projeto. Esse novo montante abarcará todos os custos de desenvolvimento remanescentes, agora com o Projeto Serrote estando inteiramente financiado até a sua produção.

Segundo o CEO da Appian Brazil, Paulo Castellari, o Projeto pode produzir até 20 milhões de toneladas de cobre concentrado. A primeira produção está prevista ainda para o segundo semestre de 2021.

Ele pontuou que o pagamento dessa linha de crédito de financiamento — com a ING Capital LLC, Natixis e Société Générale — será feito somente após a MVV começar a gerar caixa positivo. Com esses recursos, a companhia continuará as pesquisas minerárias na região para aumentar a vida útil da mina no Agreste alagoano.

EXTRAÇÃO

O método de lavra no Projeto Serrote é “a céu aberto”, com aproximadamente 21 anos de vida útil. A operação de lavra será terceirizada durante esses primeiros anos pela empresa Fagundes Construção e Mineração S.A., uma das líderes no setor de serviços de operação de mina.

A capacidade nominal de produção do concentrado de cobre será de 20 mil toneladas por ano. “As reservas certificadas são menos da metade do inventário de minério que acreditamos ter nessa mina. Com os estudos em andamento, podemos ter no mínimo mais 14 anos de produção subterrânea”, pontua Paulo Castellari.

Além dessa possível ampliação de vida útil da mina, a Appian Brazil já vem estudando, por meio de diversas pesquisas, uma inovadora tecnologia de beneficiamento para o minério oxidado que ocorre nessa mina, reaproveitando-o. A jazida possui as seguintes litologias: Magnetito Norito, Biotitito, Magnetitito e Gabro. Essas rochas detêm majoritariamente os sulfetos de cobre, que interessam à extração.

“Hoje, beneficiamos o minério sulfetado no Agreste alagoano. Mas essa etapa [com o minério oxidado] será em um novo momento do Projeto Serrote”, ressalta o executivo.

FUND II

Recentemente, um segundo fundo (Fund II) para investimentos em mineração foi implementado pela Appian Capital Advisory LLP, na ordem de US$ 775 milhões.

Dessa quantia, serão destinados aos dois projetos que a gestora tem no país — a MVV e a Atlantic Nickel, na Bahia — de 20% a 25%. O CEO da Appian Brazil relatou que outras iniciativas podem surgir a partir desse novo fundo.

“Devemos ter mais do que dois projetos anunciados até o fim deste ano. Em 2020, avaliamos 50 projetos em metais preciosos, fosfato, cobre, níquel e terras raras. Desses, tiramos 13 e estamos analisando com mais cuidado essas iniciativas”, diz.

Uma das principais práticas da companhia, de acordo com Paulo Castellari, é que ela usualmente investe em projetos em estágios iniciais, com grande potencial de exploração. “Temos uma estratégia que é a de agregar mais valor. Essa é a nossa expertise”, conclui.

A MVV é a primeira mineradora de metais básicos e o maior investimento privado dos últimos 10 anos do Estado de Alagoas, tendo finalizado o ano de 2020 com mais de 2.000 empregos diretos gerados na região.

SOBRE A APPIAN

Desde 2018, 100% do capital da MVV pertence a um fundo de investimentos administrado pela Appian Capital Advisory LLP focado em mineração. O fundo também possui um ativo no Brasil no município de Itagibá (BA), denominado Atlantic Nickel, com foco na produção de concentrado de níquel sulfetado e capacidade nominal de 120 mil toneladas/ano, que voltou a operar em janeiro de 2020. Sediada em Londres, a Appian possui ainda escritórios em países como África do Sul e Canadá.